O Engodo dos Genéricos -


Em 1993, corri o Brasil com uma palestra, o Brasil Que Dá Certo, onde mostrei um futuro possível.

Sugeri a criação de produtos para a classe C e D, em vez de produzir somente para a Classe A e B.


O nível de renda de um povo não é determinado pelo salário, mas pelos produtos que esse salário pode comprar.

Mas nossos pobres só podiam comprar produtos feitos para a Classe A e B, devido à política de substituição de importações ou ficavam sem.

E aí perdiam metade da sua renda, comprando produtos mais sofisticados do que precisavam.

A melhoria de vida dos pobres no governo Lula nada tem a ver com ele, mas com o crescimento da indústria para a Classe C e D, que dobrou o que eles podiam comprar.

“Precisamos de bicicletas com motor, e não carros de luxo”, dizia eu na época.

Propus também para a indústria farmacêutica relançarem seus remédios cujas patentes haviam caducado e que não produziam mais.

“Só deixem bem claro que vocês estão relançando um produto mais barato e que vocês produzem remédios iguais muito mais eficientes, com menos efeitos colaterais.”

“Deixem bem claro que eles estão comprando remédios considerados por vocês obsoletos, cujas patentes já caducaram, mas que vocês entendem que para muitos isso seria melhor do que nada.”

Infelizmente, o Deputado Jamil Haddad, do Partido Socialista (Lido por 17 pessoas até agora)

Texto de Stephen Kanitz: Leia mais: http://blog.kanitz.com.br/engodo-dos-genericos/


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