Instituto Harris aborda debates recentes sobre segurança em fotoproteção no 1° Congresso Internacional de Proteção Solar -


O 1º Congresso Internacional de Proteção Solar, que ocorrerá nos dias 11 e 12 de julho, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, reunirá as maiores personalidades em sun care do mundo, para debater e apresentar o que há de mais moderno em Fotoproteção. Dentro dessa perspectiva, no segundo dia do evento, às 9h45, a Dra. Maria Inês Harris, Diretora do Instituto Harris e especialista em avaliação de segurança de cosméticos, ministrará a palestra “Toxicologia de Protetores Solares: fatos e controvérsias e o impacto das novas proibições no Havaí, Palau e Key West”.

Entre os principais assuntos da exposição, a cientista abordará a repercussão da proibição de filtros solares considerados tóxicos ao meio ambiente, especialmente aos recifes de coral, em alguns destinos turísticos. “Mais estudos sobre o tema são necessários, a fim de evitarmos equívocos. A fotoproteção é uma das principais medidas para se evitar o câncer de pele e ações precipitadas podem levar a um retrocesso nos avanços já alcançados para a conscientização da população. Com certeza, estudos feitos precisam ser levados em conta, contudo há questionamentos relevantes a respeito deles. Produtos seguros devem ser sempre foco de pesquisa e a indústria vem fazendo grandes avanços nesse sentido”, afirma a Dra. Harris.

A partir de 2020, o Palau, país insular da Oceania, proibirá tanto a venda quanto o uso de filtros solares com, pelo menos, 1 de 10 ingredientes considerados nocivos ao meio ambiente. A decisão foi tomada a partir de um relatório da Coral Reef Research Foundation, que constatou a presença generalizada de componentes dos filtros solares – ou de seus metabólitos – na região do Jellyfish Lake, lago marinho localizado no sul do país. A nova regra ainda prevê o pagamento de multa a empresas palauanas que venderem e/ou importarem os protetores proibidos e o confisco de tais itens levados por turistas ao país, ainda no aeroporto.


Em 2021, será a vez de o Havaí e a cidade americana de Key West desautorizarem a venda de protetores compostos por Oxibenzona (BP3) ou Octinoxato, substâncias que bloqueiam os raios ultravioleta (UV) na pele humana. Estudos recentes mostraram que o BP3, presente em mais de 3500 versões de filtros solares, pode causar danos severos aos recifes de coral, como embranquecimento (indicativo de estresse), alterações no DNA, distúrbios endócrinos e deformidades. O octinoxato, por sua vez, pode comprometer o desenvolvimento embrionário de peixes, segundo pesquisas.

Outro tema em destaque na apresentação da Dra. Harris no Congresso será a segurança dos filtros solares para a saúde humana, como investigou um estudo da Food and Drug Administration (USA-FDA), publicado na revista científica Jama. O trabalho analisou 24 pessoas expostas a diferentes versões de protetores solares com ação anti-UV, para testar a absorção pela pele de quatro ingredientes dos produtos: avobenzona, oxibenzona, octocrileno e ecansule. Apesar de os resultados demonstrarem a aderência às substâncias, esses efeitos já eram previstos e estão enquadrados dentro da margem de segurança, segundo os critérios de avaliação. Dessa forma, a p esquisa não apresentou dados que descartem a importância do uso do protetor solar.

“O consumidor não deve abandonar o uso do protetor, que, comprovadamente, diminui o risco de câncer de pele, entre outras patologias, sobretudo em locais com alta incidência de luz do sol, como o Brasil”, orienta a Dra. Harris. “Contudo, também é recomendável contar com opções como roupas com proteção UV, bonés ou chapéus, além de não se expor em horários de sol forte”, finaliza a Diretora do Instituto Harris.

Para garantir sua vaga na palestra da Dra. Maria Inês Harris no 1° Congresso Internacional de Proteção Solar, acesse: www.congressoprotecaosolar.icosmetologia.com.br/.

Serviço:

Palestra Dra. Maria Inês Harris – 1° Congresso Internacional de Proteção Solar
Tema: “Toxicologia de Protetores Solares: fatos e controvérsias e o impacto das novas proibições no Havaí, Palau e Key West”.
Data: 12 de julho
Local: Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Palácio das Convenções do Anhembi
Horário: 9h45 às 10h30

Sobre a Dra. Maria Inês Harris – Diretora Executiva do Instituto Harris, a Dra. Maria Inês Harris é Química, com Ph.D. em Química (UNICAMP) e Pós-Doutorado em Toxicologia Celular e Molecular de Radicais Livres (UNICAMP) e em Lesões de Ácidos Nucleicos (CNRS, França) e é certificada no curso “Avaliação da Segurança dos Cosméticos na UE” (Universidade de Bruxelas, Bélgica). Atuou como gerente técnica de Pesquisa Clínica na Alergia Pesquisa Dermatocosmética, gerente de segurança de produtos da Natura e especialista em métodos HPLC (High Performance Liquid Chromatography) na Alcon Laboratórios. Também foi professora do Curso de Especialização em Cosmetologia das Faculdades Oswaldo Cruz (São Paulo) por 19 anos e coordenadora de Pesquisa Institucional da Universidade Bandeirantes (atual Anhanguera) no Brasil. É autora dos livros “Pele – Estrutura, Propriedades e Envelhecimento” e “Pele – do Nascimento à Maturidade”.

Sobre o Instituto Harris – Exclusivamente voltado à avaliação de segurança dos ingredientes e produtos cosméticos – desde seu desenvolvimento até a produção –, assim como à consultoria científica e aos programas de treinamento e capacitação profissional relacionados às Boas Práticas da Fabricação (BPF), o Instituto Harris é referência em serviços de avaliação de riscos. Sua equipe experiente oferece suporte às atividades de criação de ativos e de produtos cosméticos desenvolvidos sob os mais altos critérios de segurança, sem o uso de testes em animais, para empresas nacionais e internacionais. Para mais informações, acesse o site, FB, Instagram e Youtube, ou entre em contato pelo tel. (11) 3129-5398 ou e-mail contato@harris.com.br .

Leia mais: http://site.abcfarma.org.br/instituto-harris-aborda-debates-recentes-sobre-seguranca-em-fotoprotecao-no-1-congresso-internacional-de-protecao-solar/


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