Exportações de autopeças em alta na LEPE -


A empresa já apresentou propostas às companhias alemãs, que totalizam 6,5 milhões de euros anuais de faturamentoHoje o mercado interno absorve 95% das peças produzidos pela empresa, como os coletores, suportes, carcaças, pedais e tampas Junho de 2019 – Uma das principais referências do setor de autopeças do país, a LEPE (www.lepe.com.br), empresa especializada na fabricação de peças de ferro fundido cinzento, nodular e ligados, além de produtos especializados com muito valor agregado como usinagem, pintura e montagem, entregando produtos prontos para as linhas de montagem de seus clientes, chega aos 70 anos em 2019 de olho no mercado externo para manter o ritmo de crescimento de 20%, assim como já ocorrera em 2018. Em especial, a companhia mira o mercado da Alemanha, apontado pelo seu diretor comercial Wilson de Francisco Júnior como forte e com boa demanda de fundidos de qualidade.  A boa notícia é que a LEPE, com unidade fabril em Guarulhos, na Grande São Paulo, já apresentou propostas às companhias alemãs, que totalizam 6,5 milhões de euros anuais de faturamento e que agora dependem de negociações e competitividade. Além da Alemanha, a indústria, responsável por produzir peças fundidas e usinadas para as principais fábricas do setor automotivo no Brasil, também já vislumbra negócios na Espanha e Inglaterra, além de crescimento nos mercados já atendidos.Hoje, o mercado interno absorve 95% das peças produzidos pela LEPE, como os coletores, alavancas, suportes, polias, tampas, pedais, carcaças e volantes. O restante é direcionado para o exterior, especialmente Estados Unidos, China, Tailândia e Argentina. “Temos nossas características de produção. Não somos uma empresa de grandes lotes, por isso os clientes muitas vezes nos procuram para produzir peças com requisitos técnicos específicos e bem diferenciados, que exigem muita capacitação, motivo pelo qual sempre investimos nesse quesito”, explica o diretor de fundição, Augusto Koch Júnior. DNA exportador no sangue – Promover negócios com o mercado externo faz parte da LEPE desde os anos 70. À época, até os anos 2000, a companhia fabricava virabrequins para automóveis de passeio para o mercado de reposição, exportando-os também para norte-americanos, alemães e venezuelanos. “Isso nos permitiu um aprendizado e tranquilidade em tratar todas as etapas do processo com o mercado externo”, lembra Wilson.  Nos anos 2000, com a transferência de uma linha de montagem de um equipamento antes fabricado por um cliente no Brasil, para a China, a LEPE deu início aos seus negócios na Ásia. “Abriu-se um mercado até então desconhecido e novas oportunidades começaram a surgir”, argumenta o diretor Wilson.  Ele lembra que para a LEPE ganhar escala e competitividade, assim como toda a indústria nacional, é preciso que sejam tomadas ações emergenciais por parte do governo, como as reformas da previdência e tributária, efetiva aplicação da reforma trabalhista e que haja uma melhora na infraestrutura.   Por isso mesmo, Wilson é comedido com os números. É possível que com esses novos mercados, especialmente o alemão, as exportações possam representar 10% do volume produzido pela LEPE somente a partir de 2020. “Nesse cenário de estagnação econômica, apesar de todos os índices positivos da indústria de autopeças e montadoras, exportar é uma boa saída que deve ser bem explorada. Mas não pode ser vista como uma solução a curto, mas sim fazer parte de uma estratégia a longo prazo”, afirma o diretor.  À espera da demanda para ampliar a capacidade – A LEPE opera hoje com cerca de 50% de sua capacidade total de 1.500 toneladas mensais. O ápice foi em 2011, quando produziu 1.350 toneladas. Bons tempos que, pelas projeções dos diretores, devem voltar a ocorrer no mercado de fundidos em 2022 ou 2023.  Até lá, a empresa quer estar preparada. Uma nova e ampla área fabril, de 3,6 mil metros quadrados, em Guarulhos mesmo, está pronta para receber a unidade de usinagem que, uma vez em operação, vai aumentar a capacidade interna da LEPE dos atuais 1,5 milhão para 3,5 milhões de peças usinadas no ano.  Também como parte do projeto futuro da LEPE, a nova unidade de Fundição, Usinagem, Pintura e Montagem, em Itaquaquecetuba, cujo terreno foi adquirido em 2009, já está sendo planejada, com previsão para iniciar suas atividades em 2027, permitindo alcançar uma capacidade de produção de 42 mil toneladas anualmente.


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