Corrida de drones: brasileiros são finalistas em competição de inteligência artificial nos EUA -


Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
representará o Brasil na final da *Artificial Intelligence Robotic Racing*
(AIRR) <thedroneracingleague.com/airr/>, corrida inédita de drones
autônomos que será realizada nos EUA a partir de julho. Depois de derrotar
mais de 400 equipes de todo o mundo na fase classificatória da competição,
o time mineiro está entre os nove finalistas do torneio, que irá pagar US$1
milhão ao primeiro colocado.

Os vencedores serão aqueles que programarem os drones para que eles
completem os percursos no menor tempo possível, passando por uma sequência
de *“gates”* – portais distribuídos em diversos pontos da arena onde as
provas serão realizadas. “Representar o país nesta competição é motivo de
muito orgulho e de grande responsabilidade. Somos o único time da América
Latina classificado e iremos enfrentar desenvolvedores das melhores
instituições de pesquisa em robótica do planeta”, diz Henrique Machado,
aluno de mestrado da UFMG e bolsista do Instituto Nacional de Ciência e
Tecnologia para Sistemas Autônomos Cooperativos (InSAC)
<www2.eesc.usp.br/insac/>, sediado na USP, em São Carlos (SP).

Para chegar à final, os brasileiros passaram por uma etapa preliminar
realizada virtualmente. Nesta fase, competidores de dezenas de países
desenvolveram algoritmos para controlar a trajetória dos veículos aéreos
não tripulados e testaram seus códigos em um simulador de drones criado
pelo Massachusetts Institute of Technologies (MIT). O programa foi capaz de
gerar no computador um ambiente semelhante ao que será encontrado na AIRR,
e os nove algoritmos que obtiveram melhor desempenho foram selecionados por
uma renomada banca de juízes da academia, governo e indústria, todos
especialistas em sistemas autônomos e inteligência artificial.


Cada segundo de dedicação e esforço valeu a pena para que o time de Minas
Gerais se classificasse para a final, mesmo que, para isso, algumas horas
de lazer tivessem que ser comprometidas: “Passamos o carnaval inteiro
programando”, revela Henrique. Agora, os brasileiros voltam suas atenções
para o desafio presencial da competição, que foi dividida em cinco fases –
elas estão previstas para ocorrer entre julho e novembro. Os finalistas não
precisarão levar seus equipamentos até o local de prova, pois os
organizadores irão disponibilizar uma robusta infraestrutura que contará
com drones especialmente preparados para receber os algoritmos dos
participantes. O estudante da UFMG estima que os códigos de sua equipe
podem levar os veículos aéreos alcançarem até 120km/h.

“A corrida de drones é um esporte futurista e uma grande atração para os
jovens desse milênio, bem como para alunos do ensino fundamental e médio
com interesse em tecnologia”, afirma a organização do evento. A AIRR é
promovida pela fabricante de produtos aeroespaciais *Lockheed Martin *em
parceria com a *Drone Racing League* *(DRL), *liga profissional de corrida
de drones pilotados por humanos que esse ano ocorrerá em agosto. Os
vencedores das duas competições também se enfrentarão em uma grande disputa
homem x máquina valendo U$$ 250 mil.

Batizada de XQuad <xquadufmg.com/>, a equipe da UFMG é composta por
pesquisadores de dois laboratórios da Universidade: o de Visão
Computacional e Robótica (Verlab) e o de Sistemas de Computação e Robótica
(CORO). Os integrantes do grupo estão em busca de apoio financeiro para
arcar, principalmente, com despesas de passagens aéreas e hospedagem nos
EUA. Para contribuir, basta acessar a campanha de *crowdfunding* na internet
<www.kickante.com.br/campanhas/desafio-mundial-corrida-drones-autonomos>
ou
então entrar em contato pelo e-mail xquad.alpha@gmail.com. Veja,
abaixo, o *teaser
* oficial da AIRR.


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