O poker também é delas: ascensão feminina no esporte das cartas em grande ritmo -


>>> >>> Foto de World Poker Tour >>> CC BY-ND 2.0

O poker é um dos esportes que não conta com distinção de gêneros. Homens ou mulheres, qualquer pessoa pode competir profissionalmente na mesma mesa. Essa flexibilidade é parte do que torna esse esporte tão incrível e acolhedor. Apesar dos homens ainda dominarem em número de praticantes, várias mulheres já conquistaram resultados bastante expressivos.

Até quem não é muito familiarizado no poker já deve ter ouvido falar de competidoras de grande destaque como a americana Vanessa Selbst, a britânica Liv Boeree e a argentina Maria Constanza Lampropoulos. Só que o lugar de destaque das mulheres no poker começa bem antes dessas profissionais contemporâneas.

As pioneiras e a melhor competidora de todos os tempos
Várias pioneiras pavimentaram o caminho para o sucesso das competidoras atuais e uma delas foi Barbara Enright, primeira mulher incluída no Hall da Fama do poker. Primeira a vencer três braceletes do World Series of Poker (WSOP), circuito que é amplamente reconhecido como o mais importante do mundo, ela começou a se destacar ainda na década de 1980.


Além de Enright (que continua na ativa), atualmente Linda Johnson e Jennifer Harman são as duas outras mulheres no Hall da Fama desse esporte. Logo essa lista deve aumentar com a presença praticamente certeira de Selbst, que é considerada por muitos como a maior de todos os tempos no poker feminino.

Selbst, que se aposentou no ano passado, tem um legado incrível no poker e inspira milhares de outras competidoras a seguirem o seu caminho.

Nível intelectual elevado e novidades empolgantes para o poker feminino
Apesar de não haver o mesmo número de praticantes mulheres em comparação aos homens, muitas vezes elas se destacam devido a uma maior preparação. É o caso de Boeree, que por muitos anos estudou astrofísica e se dedicava a essa área antes de virar profissional no poker.

>>> Foto de Web Summit >>> CC BY 2.0

Boeree não é a única que tem um QI mais elevado do que muitos homens nas mesas, pois não faltam exemplos de mulheres que se destacam dentro e fora das competições de poker. Outro caso famoso é o da russa Maria Konnikova, campeã no poker que já chegou a participar do Fórum Econômico Mundial. Com direito a PhD em Harvard, ela é uma das mentes mais brilhantes do esporte.
A capacidade intelectual elevada de muitas competidoras junto com o sucesso já comprovado de várias chama atenção do mundo do poker como um todo. No ano passado, foi criada a Women’s Poker Association, associação feita para cuidar dos assuntos relacionados com a integração cada vez maior das mulheres nesse esporte.

Também em 2018 a veterana Enright se tornou a editora-chefe da tradicional Woman Poker Magazine. Além disso, desde 2007 a World Series of Poker dedica um torneio exclusivamente para as mulheres no intuito de estimular cada vez mais esse esporte entre elas. Já o World Poker Tour (WPT), outro circuito importante no calendário mundial, geralmente promove um evento completamente feminino.

>>> Foto de Max Shapiro >>> Public Domain

O crescimento entre as mulheres tem sido tão grande que o site especializado em poker Professional RakeBack intitulou 2018 como “O ano das mulheres no poker”.

As mulheres no poker brasileiro
O país ainda não conta com nenhuma profissional no nível da elite mundial, mas há algumas competidoras que fazem bonito. É o caso de Carol Dupre, que nos últimos anos está em franca ascensão.

Participadora assídua de grandes competições ao vivo, Dupre já é figurinha carimbada no King Series of Poker (KSOP), circuito nacional que é considerado o segundo mais importante do país — atrás apenas do Brazilian Series of Poker (BSOP).

Além de disputar e ocasionalmente vencer etapas do KSOP, ela também tem experiência em circuitos internacionais. No ano passado, Dupre foi vencedora de um torneio ladies do WSOP Internacional Circuit disputado no Rio de Janeiro.

Outra brasileira de destaque é Dayane Kotoviezy. Com currículo internacional extenso, ela tem premiações em torneios de grande relevância nas Bahamas, no Uruguai, na Espanha e em outros países. Frequente em eventos importantes no poker ao vivo desde 2010, Kotoviezy está entre as mulheres mais bem-sucedidas do poker nacional.

Expectativa nunca foi tão boa
O poker feminino vive uma era de ouro e provavelmente isso só vai melhorar nos próximos anos. O legado deixado por Selbst é espetacular e todos os anos há novas conquistas que dão mais força para as mulheres nesse esporte.

Isso é impulsionado com a realização cada vez maior de torneios voltados apenas para as mulheres em grandes centros do poker mundial e todos esses fatores geram muito otimismo no futuro do poker feminino.


Leia Também:

Anterior:

Próxima: