CEMA apoia caminhada para marcar o Dia Internacional do Implante Coclear -


Gratuito, evento será no dia 24 de fevereiro, com início às 9 horas. O ponto de encontro é no portão 2

O Brasil tem 28 milhões de pessoas com deficiência auditiva, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Destes, pelo menos 300 mil poderiam recuperar a audição com o implante coclear, juntando-se aos 15 mil brasileiros de todas as idades que foram reabilitados graças à cirurgia. Os dados são do otorrinolaringologista Andy Vicente, chefe do Centro de Diagnóstico e Reabilitação de Surdez do Hospital CEMA e um dos poucos Otorrinolaringologistas habilitados a fazer esse procedimento no Brasil. 


Desenvolvido há mais de 30 anos, o implante coclear evoluiu muito nos últimos tempos e hoje é feito com toda segurança, apesar da alta complexidade do procedimento. “O implante coclear é um dispositivo eletrônico, também conhecido como ouvido biônico, que estimula eletricamente o nervo auditivo, devolvendo o impulso auditivo. O trabalho do cirurgião deve ser complementado por um fonoaudiólogo, pois a pessoa que passa pelo procedimento cirúrgico precisa aprender a ouvir e isso envolve uma série de exercícios específicos e dedicação do paciente. O tempo entre o procedimento e o rendimento máximo do implante varia entre seis meses a 1 ano”, explica o médico do CEMA. 

São candidatos ao implante coclear crianças a partir dos 12 meses de idade e adultos que apresentam deficiência auditiva bilateral de grau severo a profundo, que não obtiveram benefícios com o uso de aparelhos auditivos convencionais. Em crianças, o diagnóstico deve ser feito o mais precocemente possível. “Se a criança nasce com uma disacusia profunda, a cirurgia deve ser realizada no máximo até os 2 anos de idade, devido aos estímulos neurológicos necessários ao desenvolvimento da audição e aquisição da linguagem, que diminuem, após essa idade”, alerta Andy Vicente. 

De acordo com o médico, os países em desenvolvimento registram de 4 a 6 casos de perda auditiva severa a cada 1000 nascimentos. Nos países avançados, a média cai para 3 casos em 1000. Já entre crianças de baixo peso, submetidas a UTIs neonatais, o índice salta para 2 a 4 casos de surdez severa a profunda em apenas 100 nascidos. As causas da surdez na infância vão desde condições genéticas, malformações do ouvido, até certos tipos de viroses, infecções como meningites e traumas. 

Daí a importância da preparação de neonatologistas e pediatras na identificação de problemas auditivos, orientando os pais na busca do melhor tratamento. O implante coclear está no rol de doenças cobertas pelo SUS e pelos planos de saúde, facilitando o acesso. 

Caminhada para comemorar o dia internacional do implante coclear

“Sou muito grata a essa tecnologia, que permitiu que a minha filha pudesse ouvir”, diz a advogada Marianne Golden, idealizadora da Caminhada marcada para o domingo, dia 24/2, no Parque Villa Lobos, para comemorar o dia internacional do implante coclear, celebrado oficialmente no dia seguinte. A filha Lara recebeu o implante bilateral com apenas 1 ano de idade, por conta de uma surdez profunda bilateral congênita, e hoje, aos 4 anos e meio, ouve e fala naturalmente. Marianne participa de vários grupos de apoio a pessoas com surdez e é incansável na defesa dos usuários de implante coclear. “Quando se fala em surdez, pensa-se logo que os surdos não podem ouvir e só se comunicam em Libras. O implante coclear é pouco divulgado e, nos casos indicados, é um recurso de acessibilidade capaz de devolver a audição para quem a perdeu e proporciona-la para aqueles que nasceram sem ouvir” diz. 

A caminhada deve durar aproximadamente 30 minutos, para que as pessoas tenham tempo de trocar experiências e relatos. “É um gesto simbólico, para conscientizar sobre o implante e agradecer os benefícios desta tecnologia”, define. Os interessados devem se inscrever gratuitamente até o dia 23/02 no site https://www.sympla.com.br/caminhada-do-implante-coclear__449944 

Serviço

Evento: Caminhada do Implante Coclear

Dia: 24 de fevereiro, às 9 horas

Parque Villa Lobos, Portão 2

Gratuito 

Leia mais: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=31952


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