Em menos da metade das empresas as áreas de negócios e TI trabalham juntas -


Com as transformações por que passa a economia digital, o papel do CIO (Chief Information Officer) nas empresas extrapola limites tecnológicos imaginados há poucos anos. Para tentar antever qual será o papel de um líder de tecnologia, a consultoria Deloitte realizou uma pesquisa global (incluindo o Brasil) com esses profissionais, avaliando desafios para os próximos três anos.

Em primeiro lugar, 70% dos pesquisados concordam que o CIO, além de operador confiável das tecnologias, também deve atuar como cocriador de negócios, instigador de mudanças (incluindo a adoção de tecnologias emergentes) e apoiador da execução da estratégia de negócios, com o investimento tecnológico condizente. Os consultados no Brasil estimam, em média, que empreguem hoje 37% de seu tempo nessas atividades; e defendem que essa parcela cresça, em média, para 72%. No mundo, a diferença entre o real e o ideal, do ponto de vista dos CIOs, é menor que no Brasil. Os profissionais, em média, acreditam alocar 36% do tempo em ser cocriadores de negócios, e consideram que o ideal seria dedicar 64%.

Para além do conhecimento tecnológico, os CIOs acreditam ter papel estratégico em associar a força do capital humano à tecnologia da informação, para obtenção do máximo desempenho na empresa, segundo 63% dos pesquisados globalmente (e 65% no Brasil).


O resultado indica que os CIOs esperam atuar de forma ainda mais abrangente e integrada com outras áreas para realizar uma grande mudança organizacional (66% dos pesquisados globais, 57% dos brasileiros) que fortaleça a estratégia de negócios da organização. Mas os desafios são grandes: o estudo constatou que em menos da metade das empresas pesquisadas no Brasil as áreas de negócios e de TI desenvolvem processos conjuntos de investimentos. E apenas 38% dos nossos executivos indicaram ter processos de investimento em TI bem definidos. Esse resultado indica que os CIOs têm a oportunidade de ser mais diligentes no estabelecimento da governança do investimento em tecnologia. Apesar dos problemas do cenário econômico brasileiro, 40% dos entrevistados no Brasil esperam aumento do orçamento destinado à inovação.


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