Custo da cesta básica aumenta em 9 das 18 capitais pesquisadas em janeiro -


O custo da cesta básica subiu em 9 capitais e caiu em outras 9 capitais em janeiro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As altas mais expressivas ocorreram em:

  • Vitória (5%)
  • João Pessoa (4,55%)
  • Natal (3,06%)
  • Salvador (2,80%)

Já as principais quedas foram observadas no Sul:


  • Porto Alegre (-4,96%)
  • Florianópolis (-4,43%)
  • Curitiba (-4,16%)

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 467,65), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 460,46) e por Porto Alegre (R$ 441,65). Os menores valores médios foram observados em Recife (R$ 348,85) e Natal (R$ 351,83).

Em 12 meses, entre janeiro de 2018 e o mesmo mês de 2019, 13 cidades acumularam alta, com destaque para:

  • Goiânia (9,94%)
  • Campo Grande (7,96%)
  • Belo Horizonte (6,68%)

As quedas ocorreram em cinco capitais, as mais expressivas em Natal (-2,40%) e Recife (-2,14%).. Entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, foi predominante a alta no preço do feijão, banana, manteiga e batata, coletada no Centro-Sul. Já o valor do tomate teve redução média de valor na maior parte das cidades.

Renda comprometida

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro, 43,52% da remuneração para adquirir os produtos. Em dezembro de 2018, quando o salário mínimo valia R$ 954, a compra demandava 45,59% e, em janeiro do mesmo ano, 44,21%.

Com base na cesta mais cara, o Dieese estima que em janeiro o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.928,73, ou 3,94 vezes o mínimo já reajustado de R$ 998,00. Em 2018, o salário mínimo era de R$ 954 e o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.752,65 (ou 3,93 vezes o mínimo que vigorava naquele período) em janeiro e a R$ 3.960,57 (ou 4,15 vezes o piso vigente) em dezembro.

Em janeiro de 2019, com o reajuste de 4,61% no salário mínimo, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 88 horas e 05 minutos. Em dezembro de 2018, quando o salário mínimo era de R$ 954,00, a jornada necessária foi calculada em 92 horas e 17 minutos e, em janeiro do mesmo ano, em 89 horas e 29 minutos.


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