PETROBRÁS VENDE A REFINARIA DE PASADENA POR MENOS DA METADE DO DINHEIRO QUE PAGOU POR ELA -


30. jan, 2019

ddddA Petrobrás já não é mais a proprietária da Refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos. O anúncio oficial da venda para a americana Chevron foi feita na noite desta quarta-feira(30). A Petrobrás informou que a sua subsidiária em Houston, a Petrobras America (PAI) assinou contrato de compra e venda referente à alienação integral das ações detidas pela PAI nas empresas que compõem o sistema de refino de Pasadena, nos Estados Unidos. O valor da transação foi de US$ 562 milhões, sendo US$ 350 milhões pelo valor das ações e US$ 212 milhões de capital de giro (data-base de outubro/2018). O valor final da operação está sujeito a ajustes de capital de giro até a data de fechamento da transação. A Petrobrás comprou esta refinaria pelo valor de US$ 1,2 bilhão, com evidente sobrepreço. A venda de Pasadena foi alvo da Operação Lava Jato com a prisão de várias pessoas.  No comunicado oficial, a Petrobrás disse que “ Estão sendo vendidas as sociedades Pasadena Refining System Inc. (PRSI), responsável pelo processamento de petróleo e produção de derivados, e PRSI Trading LLC (PRST), que atua como braço comercial exclusivo da PRSI, ambas detidas integralmente pela Petrobras America  (PAI). A PRSI possui capacidade de processamento de 110 mil bpd e está localizada na cidade de Pasadena, no Golfo do México, Texas. Trata-se de uma refinaria independente do Sistema Petrobras que pode operar com correntes de petróleos médios e leves e produz derivados que são comercializados tipicamente no mercado doméstico americano.

A Chevron U.S.A.  é uma empresa pertencente à Chevron Corporation, segunda maior empresa de energia integrada nos Estados Unidos. Seus produtos são vendidos nas quase 8.000 estações de varejo Chevron e Texaco e também é uma importante fornecedora de combustível de aviação, possuindo quatro refinarias com capacidade combinada para processar 919 mil bpd no país.  A conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais, tais como a obtenção das aprovações pelos órgãos antitruste  dos Estados Unidos e do Brasil.


A  operação faz parte do Programa de Parcerias e Desinvestimentos da Petrobras, estando alinhada ao Plano de Negócios e Gestão 2019-2023, que prevê a otimização do portfólio da companhia.”

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