LABORATÓRIO EUROPEU DE FÍSICA PLANEJA CONSTRUIR UM ACELERADOR DE PARTÍCULAS QUATRO VEZES MAIOR QUE O LHC -


fffffO Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) planeja construir um acelerador circular de partículas quatro vezes maior e dez vezes mais potente do que o LHC, já conhecido por ser o grande acelerador de partículas do CERN em Genebra, na Suíça. O relatório sobre o projecto já foi concluído pela colaboração internacional Future Circular Collider (FCC). Ao todo, apresentam-se em quatro os volumes as diferentes opções para este acelerador pós-LHC.  Frédérick Bordry, diretor de Aceleradores e Tecnologia do CERN, disse num comunicado que  “O grande objetivo é construir um anel acelerador supercondutor de protões de 100 quilômetros (o LHC tem 27 quilômetros) com uma energia até 100 TeV (Tera-eletro-volts), uma  unidade de medida de energia, o que significa uma ordem de grandeza acima do LHC”. O Laboratório de Instrumentação e Partículas (LIP),   que faz parte deste projeto, tem  1300 pessoas de 150 universidades, centros de investigação, parceiros industriais e o apoio da Comissão Europeia.

Iniciado em 2014,  o estudo da FCC é uma contribuição  para a Estratégia Europeia de Física de Partículas de 2020, que pretende definir o futuro para lá do LHC. Outra da proposta em cima da mesa é o CLIC, um acelerador linear. “É importante definir quais os caminhos de investigação e desenvolvimento a trilhar já nos próximos anos”, diz o comunicado. Fabiola Gianotti, diretora geral do CERN diz que  “O relatório do conceito do FCC é um feito notável. E mostra o enorme potencial do FCC para melhorar o nosso conhecimento da física fundamental e desenvolver muitas tecnologias com grande impacto na sociedade”.  Calcula-se que o acelerador circular tenha um custo de nove bilhões milhões de euros, sendo que mais da metade se destina à construção do túnel de 100 quilômetros. Numa fase posterior, estima-se que o acelerador de protons nesse túnel custe cerca de 15 bilhões de euros e que entre em funcionamento no final da década de 2050. Nessa altura, começará a caça a novas partículas subatômicas.


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