Quando a folha salarial não deixa você fechar o balanço no positivo -


Na hora de realizar o balanço financeiro da loja, o varejista tem que ter em mente quanto custa cada setor do seu negócio.

Desde os fornecedores, distribuidores, gastos com energia elétrica, água, aluguel (quando há), tributos …

São tantos pagamentos que muitas vezes um pode passar despercebido: a folha salarial.


Normalmente, um funcionário que recebe salário mínimo custa para uma empresa cerca de 170%, entre vencimentos e tributos e os direitos.

Sem um planejamento, é certo que a conta no final do mês não fechará.

No quadro Flix Entrevista você, assinante do Flix do Varejo, confere o bate-papo com o contabilista José Gondim.

Ele traz dicas importantes para saber gerenciar bem sua folha salarial para refletir positivamente no faturamento de uma empresa, seja ela uma rede de lojas ou matriz.

Não ter controle sobre os gastos com colaboradores e funcionários pode comprometer o fluxo de caixa e jogar a rentabilidade do negócio abaixo do esperado, podendo, inclusive, levar ao fechamento da loja.

Salário, dissídio, INSS, FGTS, férias …

São direitos e encargos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o que representa um custo para a empresa.

Ainda podemos contar as variações devido a outras particularidades.

Para uma empresa, a folha salarial é o segundo maior centro de custo, atrás apenas do CMV, Custo da Mercadoria Vendida.

De todos os gastos, em média, de 8% a 11% são para pagamentos de funcionários e seus encargos.

Se estiver acima, é hora de prestar atenção e entender o que está errado.

“Vamos pegar um exemplo de uma loja que está com 13%. Sabemos que cada funcionário tem que render no mínimo de R$ 22 mil a R$ 25 mil. Como assim? Eu pego a minha receita, divido pela quantidade de colaboradores que a empresa tem, e vou chegar nesse valor. Se eu chegar no valor menor que R$ 22 mil eu tenho duas alternativas. Ou tenho que demitir o funcionário, porque teoricamente está fora dessa margem, tenho que aumentar a receita, ou verificar se cada funcionário está rendendo o que pode em cada departamento”.

Como aumentar a produtividade para não cortar pessoal

Uma das alternativas para melhorar a produtividade dos seus colaboradores é fazer com que trabalhem motivados.

Com a mudança na lei trabalhista, no fim de 2017, algumas alternativas ficaram menos onerosas para o empresário.

Uma delas é a premiação.

“Fazer uma política de premiação na empresa é uma forma de diminuir os custos porque teoricamente eu vou dar uma premiação para colaborador, que não tem base de 13º, férias e nem encargos trabalhistas. “

Como fonte alternativa, oferecer ajuda de custos, programas de alimentação do trabalhador, que seja com a doação de cestas básicas ou vale-refeição, são valorizados e são benefícios não tributáveis.

Outra mudança na lei trabalhista que pode gerar economia para uma empresa varejista é a da terceirização.

Mas ela exige cuidados.

Esse foi um pouco do que o contabilista José Gondim trouxe sobre o assunto no quadro Flix Entrevista.

Assista o bate-papo completo acessando o Flix do Varejo.

Leia mais: https://www2.flixdovarejo.com.br/quando-a-folha-salarial-nao-deixa-voce-fechar-o-balanco-no-positivo/


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