ROSATOM INVESTE NA GERAÇÃO DE ENERGIA E NA MEDICINA NUCLEAR PARA CRESCER SEUS NEGÓCIOS NO BRASIL EM 2019 -


21. dez, 2018

Rosatom IvanNo Brasi,l há muito desconhecimento dos inúmeros benefícios que a energia nuclear proporciona para a sociedade. Ainda hoje, por incrível que pareça, ainda há quem ligue quase que instantaneamente a energia nuclear à bomba nuclear, o que é um erro absurdo. A energia nuclear hoje é uma das duas fontes de geração de energia limpa. Importante não confundir com energia renováveis, como a energia solar ou eólica. Estamos falando de energia limpa, sem emissão de CO2. É ela quem mais se adequa para ajudar o país a cumprir as exigências do acordo de Paris. No Brasil, existem apenas duas usina nucleares em operação e uma terceira, Angra 3, em vias de iniciar a sua conclusão a partir de 2019. No Brasil, há grupos de “ ambientalistas” , por absoluto desconhecimento, que falam mau até do uso da energia nuclear no combate ao câncer, por exemplo. Não possuem conhecimento técnico e repetem chavões com erros de informação.

No projeto Perspectivas que estamos colocando em curso, ouviremos hoje as opiniões de Ivan Dybov, Presidente para América Latina da gigante russa Rosatom. A empresa é a que mais constrói usinas nucleares no mundo, além de atuar no segmento da medicina nuclear. Além disso, está desenvolvendo dois projetos importantes para geração de energia: um pequeno reator de geração de energia e a primeira usina nuclear flutuante, que vai gerar energia no Ártico e que pode ser usada na região amazônica, por exemplo, onde há ribeirinhos que tem acesso a energia elétrica.


– Como analisa os acontecimentos de 2018 em seu setor?

– Acreditamos que muitas coisas positivas aconteceram no setor nuclear no ano atual, como por exemplo:

A Eletronuclear fez muito para que o projeto de Angra-3 acontecesse. A nova tarifa atrativa foi aprovada, o setor agora espera a aprovação do modelo de negócio de parceria com o investidor construtor de usinas;
A INB está mostrando resultados realmente impressionantes para garantir o fornecimento de produtos de urânio para as necessidades do país;
O país deu passos de vital importância para desenvolver o projeto do reator de pesquisa RMB;
Brasil está aumentando a produção de radiofármacos, que possibilitam a obtenção de novos resultados no tratamento do câncer.

Ivan Dybov - Presidente - Rosatom América Latina - Foto: Eduardo Almeida

Ivan Dybov – Presidente – Rosatom América Latina – Foto: Eduardo Almeida

A Rosatom tem orgulho em ajudar nesse desenvolvimento. Já pelo segundo ano fornecemos urânio natural para o Brasil. Somos o maior fornecedor de isótopos para o país e este ano estamos começando a fornecer também o isótopo Lutécio, que apresentou ótimos resultados no tratamento do câncer masculino de próstata. Além disso, estamos levando adiante nosso projeto de construção de plantas de irradiação para esterilização de produtos médicos no estado de SP, com um investidor privado brasileiro.

Acredito que temos grandes perspectivas de cooperação com as empresas brasileiras nos próximos anos, não só na construção de usinas, mas também no ciclo de combustível nuclear, medicina nuclear.

– Quais seriam as soluções para os problemas que o país atravessa?

– Tenho certeza de que os principais projetos nucleares, que podem trazer muitos benefícios para a sociedade brasileira, precisam de forte apoio político. Esperamos que isso aconteça no próximo ano.

– O que espera do Governo Bolsonaro? Está pessimista ou otimista?

– Há muitos sinais de que o desenvolvimento de tecnologias nucleares estará na agenda do novo governo.

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