Livraria Cultura entra com pedido de recuperação judicial -


SÃO PAULO  –  A Livraria Cultura entrou, nesta quarta-feira (24), com pedido de recuperação judicial na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, segundo nota enviada pela rede ao mercado. A decisão foi tomada pela varejista, comandada pela família Herz, semanas após a empresa concluir o fechamento de toda a operação da Fnac, cadeia controlada pela Cultura desde 2017.

A Cultura foi fundada por Eva Herz em 1947 e, hoje, tem 15 lojas no país, segundo informações do site da companhia.

A empresa já vinha, há alguns anos, num processo de renegociação de pagamentos com fornecedores, com adiamentos e escalonamentos desses pagamentos. A varejista disse no comunicado que quer continuar com “poucas lojas no país”.


Em comunicado, a empresa menciona questões externas ao grupo para explicar problemas enfrentados pela cadeia. A Saraiva, concorrente da Cultura, também enfrenta dificuldades no setor, mas tem sinalizado melhoria em alguns indicadores financeiros.

“As incertezas do cenário econômico brasileiro e, dentro dela, a crise do mercado editorial, que encolheu 40% desde 2014, fizeram com que a Livraria Cultura passasse a enfrentar dificuldades, também. Infelizmente, após quatro anos de recessão, o cenário geral no país não apresenta sinais claros de melhoria”, informou.

“Diante disso, a Livraria Cultura iniciou, há três meses, um duro programa de ajustes: eliminamos lojas de baixo resultado; redimensionamos o quadro de funcionários; cortamos despesas de toda ordem; fizemos uma revisão profunda do planejamento de curto e médio prazos”, completa o comunicado.

A companhia diz que com essa medida visa normalizar, “em curto espaço de tempo, compromissos firmados com nossos fornecedores, preservando a saúde da empresa”. A empresa diz que com últimas medidas internas tomadas é, hoje, “uma empresa mais enxuta, eficiente e preparada para enfrentar os desafios do varejo na era do e-commerce”.

“Queremos atuar de forma agressiva nos canais digitais e, ao mesmo tempo, iremos manter poucas, mas ótimas lojas físicas pelo país”.

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