Ex-funcionários da Fnac protestam na Livraria Cultura por multas rescisórias -


Fnac Darty - Av. Paulista

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SÃO PAULO – Funcionários demitidos da livraria Fnac, que fechou as portas de sua última unidade no Brasil nesta segunda-feira (15), protestaram contra a empresa na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, nesta terça-feira (16) exigindo o pagamento de seus direitos trabalhistas.


A Livraria Cultura adquiriu a operação da Fnac no Brasil em julho do ano passado. Na época, eram 12 unidades da Fnac espalhadas por 7 estados brasileiros. A rede francesa pagou R$ 130 milhões para que a Cultura passasse a controlar suas operações, e o montante custeou o fechamento de lojas e também a aquisição do site Estante Virtual.

InfoMoney entrou em contato com a Livraria Cultura atrás de um posicionamento sobre o protesto, mas não teve retorno até o horário de publicação desta matéria.

Em entrevista para o Estado de S. Paulo, uma ex-funcionária que participou do protesto contou que a unidade em que trabalhava, em Campinas, SP, foi fechada no dia 10 de setembro e a promessa foi de que as multas rescisórias seriam pagas até o dia 10 de outubro, mas o dinheiro “não entrou na conta”.

O sindicato ainda teria informado aos funcionários que o pagamento da multa seria parcelado, mas que ainda não foi pago. Sem esse pagamento, não é possível sacar o FGTS e nem o seguro-desemprego.

O protesto teve a participação de funcionários das demais unidades da livraria em São Paulo – inclusive a da Avenida Paulista, uma das mais conhecidas e movimentadas do estado, fechada em setembro.

Na época, a Cultura disse que a estrutura de unidades Fnac seguia “o planejamento estratégico da empresa: manter unidades com boa performance, melhorar cada vez mais a experiência do cliente em loja e crescer de forma significativa no e-commerce”. Ainda disse que o objetivo era “ficar com poucas e ótimas lojas, buscando oferecer um serviço impecável ao consumidor”.

A última unidade da Fnac no Brasil, em Goiânia, fechou nesta segunda-feira (15). Também neste mês, a Cultura fechou sua maior unidade de rua do Rio de Janeiro, a da Rua Senador Dantas, de 3,2 mil metros quadrados, por ser deficitária.

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