TSE atende pedido de Bolsonaro e pede que WhatsApp bloqueie mensagem -


BRASÍLIA  –  Em uma decisão inédita, o ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu para que o aplicativo de mensagens WhatsApp bloqueie o “encaminhamento sucessivo” de uma “fake news”.

Nesta sexta-feira (12), o Ministério Público Eleitoral entrou como parte de uma representação apresentada no TSE pelo candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Os advogados do presidenciável afirmavam que um vídeo que atacava integrantes do PT e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estava sendo divulgado como se fosse oficial da campanha.


O ministro do TSE já havia ordenado a retirada do vídeo do YouTube.

Para o Vice-Procurador-Geral eleitoral, Humberto Jacques, o WhatsApp também tem de ajudar a Justiça Eleitoral “a elucidar os autores da postagem irregular”.

Na semana passada, o Conselho Consultivo de Internet e Eleições se reuniu e fez o diagnóstico de que a disseminação de notícias falsas pelo WhatsApp era o modo mais difícil de combater, pela falta de controle à plataforma. O grupo marcou uma reunião com executivos do WhatsApp para conversar sobre o assunto.

A peça que foi alvo da representação tem ares de propaganda oficial e utiliza o logo da campanha de Bolsonaro com a canção “Meu país”, interpretada por Zezé Di Camargo e Luciano. O vídeo é tratado como se fosse o novo jingle da campanha de Bolsonaro. Nas imagens, ministros do STF são mostrados enquanto a canção diz “feito mal que não tem cura, estão levando à loucura o país que a gente ama”. Por fim, aparecem as imagens de Bolsonaro e do juiz Sérgio Moro e a inscrição “só eles conseguem enfrentar tudo isso”.

Os advogados de Bolsonaro alegaram que o vídeo, feito por simpatizantes do candidato com a intenção de se passar por sua propaganda oficial, acaba por prejudicá-lo.

“A remoção do conteúdo impugnado se faz necessária para evitar que mensagens não chanceladas pela campanha sejam a ela associadas, confundindo o eleitor e prejudicando o debate político”.

Apontam ainda que “o vídeo em questão prejudica a imagem do candidato Representante (…), induzindo o internauta a concluir que o mesmo seria antidemocrático e que, caso eleito, não respeitaria a atuação e decisões emanadas do Poder Judiciário”.

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