O ódio (e o recalque) no divã: militantes socialistas disfarçados de psicanalistas -


Só há uma categoria profissional tão esquerdista quanto a classe artística. Falo dos psicanalistas, ou “psis”. Conheço vários. Com raras exceções, a turma é de um extremo ideológico capaz de fazer um socialista fabiano mais light corar de vergonha. O PSOL é o representante desse pessoal. E no fundo muitos são “artistas” fracassados, que gostariam de ter sido poetas, escritores famosos, e despejam seu recalque na militância ideológica.

Pensem em alguém como Eliane Brum. A ultra-esquerdista cometeu um texto no El País hoje de doer a vista. Qualquer estatístico ficaria envergonhado com a malandragem do “cherry picking”, selecionando casos isolados (se reais) para criar uma narrativa. Como seus demais pares, ela fala muito em tolerância, mas demonstra incrível intolerância para com os que pensam diferente dela, os conservadores. E puxa uns relatos pra lá de suspeitos para criar um discurso falso, como se um clima de ódio tivesse se espalhado no país por culpa de Bolsonaro.


Isso dito por quem defende o PT, que vem segregando o povo há décadas, criando uma polarização tribal de nós contra eles, dividindo homens e mulheres, heterossexuais e gays, negros e brancos, pobres e ricos etc. Seria cômico, não fosse trágico. É a galerinha do “ódio do bem”: seu ódio é permitido e até lindo, pois é uma “resistência contra o fascismo” (risos). E quem adota os meios fascistas? Exatamente essa mesma turma.

Tem um grupo de “psi” que merece destaque: o pessoal do “lacanês”, como ironizou José Guilherme Merquior. Lacan já foi dissecado por Alan Sokal em Imposturas intelectuais, e era o rei de nada dizer com ar de profundidade. Seus discípulos repetem a mesma tática: embromam, misturam platitudes com baboseiras, e pensam ter produzido uma reflexão penetrante e complexa onde há apenas confusão mental e verborragia.

Com essa tática, disseminam a ideologia esquerdista como quem prega uma grande Verdade oculta, e se sentem guerreiros da Justiça social contra fascistas e nazistas terríveis (na prática a dona Regina e o seu José, casal trabalhador de classe média que respeita a família, as leis e os valores morais). Fazem carinha de nojo para toda gente comum, normal, conceito que abominam. No fundo, todo relativista precisa destruir critérios éticos mais objetivos pois não suporta sua própria realidade distorcida projetada no espelho.

E é assim que, com fala confusa de quem simula uma sabedoria inexistente, muitos “psis” transformam seus consultórios em diretórios do PSOL, numa cruzada contra tudo aquilo que não é extrema-esquerda. Seria o caso até de se considerar uma teoria conspiratória: a psicanálise só permaneceu viva em países com viés socialista. Argentina, Uruguai, Brasil, França. Aqui nos Estados Unidos a “praga” é desacreditada por seus resultados não serem empiricamente comprovados, tal como a homeopatia ou os florais de Bach.

No Brasil, a psicanálise vai muito além de uma corrente da psicologia; é uma fomentadora de esquerdistas, dos tipos mais radicais. E que ainda por cima falam – de forma confusa, repito – sempre em nome da tolerância e da diversidade. Justo os que não toleram qualquer diversidade! Deveríamos mandar todos eles para um bom divã, para tratar desse recalque todo. O problema é que, do outro lado, haveria um par com a mesma essência, muito provavelmente. Os “médicos da alma” costumam ser os que mais necessitam de ajuda…

PS: Claro que o texto contém generalizações, e nem todo psicanalista é um militante socialista, assim como nem todo artista é um idiota defensor de Che Guevara. Mas há uma clara predominância, e daí podermos falar em regra. Também não quero culpar os fundadores das seitas, mas é bom lembrar que conhecemos a árvore por seus frutos. Deixo claro, porém, que o ataque maior vai para os lacanianos, vertente mais “artística” da psicanálise. Freud, como já defendi aqui e aqui, estava mais para um “conservador rebelde”.

Rodrigo Constantino

Leia mais: https://tracking.feedpress.it/link/13500/10538089


Leia Também:

Anterior:

Próxima: