Espetáculo solo na Casa de Cultura Mario Quintana arrecada fundos para Ongs LGBTT -


Depois de uma trajetória de 16 anos de sucesso, a peça ‘Borboletas de SOL de Asas Magoadas’ faz suas últimas apresentações para arrecadar fundos para duas das mais antigas ONGs LGBTs de Porto Alegre: Igualdade- Associação de Travestis e Transexuais do RS- e SOMOS– Comunicação, Saúde e Sexualidade. A ação é promovida pela artista Evelyn Ligocki, com apoio de amigos artistas. O espetáculo ocorre na Sala Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), e os ingressos custam R$ 20, 40% destinados à meia-entrada para estudantes, deficientes e jovens de baixa renda.

Na apresentação da terça(9), a renda da bilheteria será revertida à ONG Igualdade e, após, haverá um bate-papo com a coordenadora da entidade Marcelly Malta. No dia 16, a renda será revertida para o grupo SOMOS, e o bate-papo pós-espetáculo será com o artista visual Sandro Ká e com o psicólogo e ativista da causa trans Vicent Goulart.

“Diante desse movimento de retrocesso que estamos vivendo e de saber que mais dois amigos foram agredidos em menos de um mês, pensando em como criar alguma ação efetiva de mudança, talvez não tão grande, mas significativa, surgiu essa ideia”, conta Evelyn. Segundo a artista, toda a renda arrecadada nas apresentações irá pra essas ONGs que trabalham para transformar essa triste realidade. “Este é um momento muito especial no país e precisamos nos posicionar e agir, não só reclamar nas redes sociais e se horrorizar com os acontecimentos”, explica. Ela pretende ainda, logo que possível, iniciar oficinas para qualificar atrizes travestis e transexuais para ocupar os teatros brasileiros.


Sobre o espetáculo

O espetáculo nasceu em 2002 como projeto de graduação em Artes Cênicas de Evelyn, alimentado por pesquisas de campo nas ruas e nas casas de travestis e transexuais, com apoio da ONG Igualdade, de Porto Alegre. Com orientação de Celina Alcântara, a peça cresceu e se tornou relevante tanto em termos sociais quanto estéticos.

O aspecto social é evidente: o Brasil lidera o ranking internacional de assassinatos de travestis e de transexuais e, mais do que nunca, a questão das opções de gênero ganha espaço nas discussões, nos tribunais e nos palcos.

A estrutura dramática do espetáculo é simples. O público é recebido na casa de Betty, e ela diverte seus convivas com histórias e macetes do mundo trans. Com impressionante capacidade de improvisação, Betty ganha o público na empatia, no humor, no improviso para depois nos mostrar a realidade de forma crua e poética.

Sobre a artista

Evelyn Ligocki é atriz e performer, diretora, dramaturga, locutora, dubladora de games, professora de teatro e produtora cultural. Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com formação em diversos cursos e workshops com profissionais de teatro,dança e cinema, com destaque para Yoshi Oida, Jussara Miller, Perla Jaritonsky e Carlos Simioni.

Fez parte de diverso grupos, entre eles ‘Bumba meu Bobo’ (diretor Jessé Oliveira – POA/RS), Cia. Espaço em Branco (diretor João de Ricardo – POA/RS), Núcleo Fuga!, vinculado ao Grupo Lume Teatro (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp- Campinas/SP) e Cia. Satyros (SP). No cinema e na TV trabalhou com diversos diretores, entre eles Jorge Furtado, Eduardo Wannmacher, Lisiane Cohen, Frederico Pinto e Pena Cabreira

Durante sua trajetória sempre transitou pela dança e artes corporais. Foram anos de balé e dança contemporânea, além da pesquisa vocal que iniciou ainda na época da graduação. Evelyn recebeu o Troféu Açorianos de atriz revelação em 2002 e foi indicada em São Paulo ao Prêmio Qualidade Brasil 2006, como melhor atriz de comédia, concorrendo com Zezé Polessa e Arlete Salles, além de participar de vários festivais pelo país. 

SERVIÇO

Espetáculo ‘Borboletas de SOL de Asas Magoadas’.

Quando: terças-feiras (9 e 16),  às 20h.

Onde: Sala Carlos Carvalho – 2º andar da CCMQ (Rua dos Andradas, 736).

Ingressos: R$ 20, sendo 40% destinados à meia-entrada para estudantes (mediante apresentação de carteirinha), deficientes e jovens de baixa renda.

Após as apresentações, haverá bate-papo com representantes das ONGs.

Texto: Darlene Silveira/ Ascom Sedactel
Edição: Léa Aragón/ Secom

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