VEJA X Bolsonaro: o sensacionalismo por trás de um processo de pensão alimentícia e guarda -


Imagem: Paulo Lopes | Futura Press | Folhapress

Todos sabíamos que seria a eleição da “guerra da informação”.

Todos sabíamos que o nível do debate e das acusações poderia cair.

Só não imaginávamos que cairia tanto.


Depois de uma semana inteira de “fake news” contra Bolsonaro, eis que a Revista Veja traz em sua matéria capa – recheada de sensacionalismo – informações sobre um processo de natureza familiar, envolvendo Bolsonaro e sua ex-mulher Ana Cristina Siqueira Vale, empregando ares de grande escândalo ao que não passa de uma situação corriqueira em ações dessa natureza.

Em ações de divórcio, alimentos ou qualquer outra na seara do Direito de Família, é normal que os ânimos estejam por demais exaltados e, não raras vezes, as partes envolvidas fazem as mais absurdas acusações, ainda que sem fundamento ou prova alguma, com o único objetivo de ferir a parte contrária.

Ora, não é preciso ser um especialista em Direito para entender a situação.

Existe um jargão muito conhecido no meio jurídico que diz o seguinte: “a quem acusa, cabe o ônus da prova, e alegar sem provar, é o mesmo que não alegar”.

Houve acusações a Bolsonaro no processo em questão?

Sim.

Mas essas acusações foram comprovadas?

Não.

Tais acusações são verídicas?

Certamente que não.

Como posso afirmar isso, mesmo sem conhecer o processo a fundo?

É simples. O processo correu em uma Vara de Família, como todos dessa natureza. Se tais acusações de “ocultação de patrimônio”, “recebimentos ilegais” e até “furto de cofre” fossem verídicas, certamente teriam se encaminhado para a esfera criminal, o que não ocorreu.

Na quase totalidade dos casos de divórcio litigioso e discussões sobre pensão alimentícia, é normal “inflar” as ações com todo e qualquer tipo de informação – ainda que estas não possam ser comprovadas – de modo a pressionar a outra parte a ceder em direção a um possível acordo.

Isso é absolutamente normal e não causa qualquer estranheza.

O que nos causa estranhamento é o fato de a VEJA tratar uma “briga de casal” como uma “ameaça à democracia”, a ponto de estampar essa intimidade em sua reportagem, com fins claramente eleitorais.

Aliás, pensando bem, não há estranhamento algum, uma vez que a mídia já mostrou o seu lado – e posso afirmar que não está do lado da verdade.

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