Enquanto mídia se ocupa de intriga conjugal de Bolsonaro, pai morre na frente de filho de 10 anos em assalto -


Não são coisas correlatas, naturalmente. Mas servem para ilustrar a tese da bolha “progressista”, que venho divulgando nesse espaço há bastante tempo. Enquanto as preocupações de certa elite “descolada” colocam Bolsonaro como o demônio na Terra, por ser “machista”, “racista”, “xenófobo” e “homofóbico”, o povo sofre com a completa anomia que tomou conta do país, sendo Bolsonaro visto como um símbolo de combate a esta desordem.

Nesta quinta tivemos um exemplo perfeito dessa dicotomia. Enquanto a VEJA divulgava uma reportagem de capa sobre o divórcio de Bolsonaro ocorrido anos atrás, “lacrando” perante a turma esquerdista (que até preferiu esquecer que sempre chamou a revista de “golpista”), um pai era morto na frente de seu filho de dez anos ao se colocar entre ele e a arma do bandido, num assalto no Rio. A viúva está grávida:


A força demonstrada pela dona de casa Conceição Vera dos Santos, viúva do chefe de cozinha Francisco Vilamar Peres, de 49 anos, baleado e morto após um assalto na noite desta quarta-feira, tem surpreendido a família e os amigos. Grávida de dois meses, ela ainda não contou sobre a morte de Francisco para o filho do casal, de 10 anos. O bebê seria o sexto filho da vítima – ele tem outros quatro filhos do primeiro casamento.

— A gente ainda não contou para o meu sobrinho. Minha irmã falou apenas que ele estava no hospital e mentiu, dizendo que ele passava pela sala de cirurgia. Não tivemos coragem de contar — explica a cunhada de Francisco, a merendeira Geisa Santos, de 36 anos, que soube do crime enquanto ia de ônibus para casa.

A mulher é pobre e negra, mas não desperta tanta simpatia assim nas hostes esquerdistas. Está enfrentando uma barra pesada, mas vira somente estatística: sua família foi mais uma destruída pela violência fora de controle no país.

Não quero dizer com isso que Bolsonaro seja de fato a solução para o problema. Basta pensar que ele é percebido dessa forma, por ser um dos poucos que insiste numa narrativa diferente daquela “progressista”, que alivia a responsabilidade do marginal, tratado como “vítima da sociedade”.

Hoje tivemos mais um caso de violência criminal no Rio:

Uma mulher foi baleada por criminosos durante uma tentativa de assalto em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, na noite desta quinta-feira. A ação aconteceu na Rua Comendador Siqueira. De acordo com a Polícia Militar, Dwuala Fontoura Costa, de 38 anos, foi atingida na altura de um dos ombros. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para o Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. De acordo com testemunhas, Dwala foi atacada por dois bandidos em uma moto, que conseguiram fugir.

Diante desse quadro, pergunto: quem se importa com as pautas “lacradoras” da elite “progressista”? Quem acha mesmo que a ideologia de gênero, o aborto, a legalização das drogas e o casamento gay são as bandeiras mais relevantes nessa eleição? Quem endossa o discurso feminista radical além de uma minoria da elite?

Enquanto a jornalista do GLOBO Flávia Oliveira fala que “a mulher” quer a caneta, e Nelson Motta repete que essa será a eleição “das mulheres”, as mulheres de carne e osso, brancas ou negras, pobres ou de classe média, sofrem na pele o fardo de uma nação entregue aos bandidos. E é isso que mais importa nessa eleição.

A campanha #EleNão pode render “likes” nas redes sociais, ou então mais de um milhão de “deslikes” no caso do vídeo “lacrador” de Daniela Mercury, artista cuja última música de sucesso data do começo dos anos 1990. Mas não sensibiliza a dona Maria, a dona Conceição, a dona Regina, ou tantas outras mulheres reais desse país mergulhado no caos. Elas querem, assim como os homens, segurança e emprego. E isso a esquerda não tem como oferecer.

Rodrigo Constantino

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