Petistas preparam armadilha para establishment: Haddad seria o Lula do primeiro mandato -


Insanidade é fazer tudo exatamente igual e esperar resultados diferentes. A importante lição de Einstein ainda não foi bem absorvida por boa parte do nosso establishment. Com sua natural inclinação à esquerda, essa turma está sempre disposta a alimentar sua fé nos petistas, mesmo depois de tudo que a quadrilha se mostrou capaz de fazer. O desespero com um eventual governo Bolsonaro ajuda nessa credulidade.

O sociólogo Demétrio Magnoli escreveu em sua coluna essa semana sobre Haddad, questionando se ele seria independente ou apenas uma marionete do presidiário Lula. Como alguém ainda pode ter dúvidas disso? Se durante a própria campanha já é Lula – e somente ele – quem dá as cartas, quem esticou a corda até o limite por interesses próprios, quem submeteu seu “poste” a toda essa humilhação, como alguém pode realmente achar que Haddad será “independente” caso eleito?


Nem vem ao caso falar como seria essa independência. Afinal, Haddad já foi prefeito de São Paulo, eleito graças ao seu mestre, e fez um governo tão ruim que é lembrado apenas pela ciclovia e por ter perdido sua reeleição no primeiro turno para o forasteiro João Doria. Mas eis que o professor marxista surge reinventado, como se não tivesse passado, e como se pudesse ser um “petista moderado”, só por causa de sua aparência tucana. É uma piada!

Kennedy Alencar, com seu viés claramente petista, escreveu em seu blog um texto que é a senha para a patota embalar o poste de Lula como alguém responsável e até com cores “liberais”, vejam só. O trunfo é citar Marcos Lisboa, do Insper, como a “cara” do governo Haddad na economia, transmitindo tranquilidade ao establishment e aos mercados. Diz ele:

Num eventual governo Fernando Haddad, o ministro da Fazenda seria alguém com o perfil do economista Marcos Lisboa ou até mesmo o próprio. Haddad virou hoje o candidato oficial do PT, diante do impedimento de Lula por decisão judicial.

Há uma discreta discussão no PT para deixar claro que Haddad teria forte compromisso com o rigor fiscal, a exemplo da nomeação de Antonio Palocci Filho para a Fazenda no primeiro mandato de Lula. Seria um sinal para acalmar o mercado financeiro e setores do empresariado reticentes à volta do PT ao poder federal.

Lisboa, que integrou a equipe de Palocci, é amigo de Haddad, apesar de os dois terem divergências em alguns pontos econômicos. No PT, não se sabe se Lisboa aceitaria um convite, se Haddad o convidaria ou se todo o partido o aceitaria.

Desnecessário lembrar como acabou a enganação do Lula 1.0, não é mesmo? Palocci está preso e delatando Lula como receptor direto de propina, enquanto a economia foi para o buraco numa crise sem igual depois que a farsa acabou. Lisboa teria que ser muito idiota para aceitar um papel desses, uma vez que qualquer pessoa minimamente inteligente sabe qual a essência do PT e como seria o tom de vingança no caso assustador de sua volta ao poder.

O verniz de moderação colado na testa de Haddad pelos escribas petistas é um truque barato, fadado ao fracasso. Se bem que estamos falando do Brasil, e é bom lembrar que muitos do mercado financeiro chegaram a acreditar na Dilma gestora, uma empulhação de fazer uma pessoa atenta gargalhar até passar mal. Espera-se ao menos que, dessa vez, o pessoal não caia na mesma armadilha patética. Haddad é sinônimo de PT e Lula, que são sinônimos de Venezuela e Maduro. Qualquer outra coisa é mentira para seduzir otários.

PS: Logo após concluir o artigo vejo essa matéria na Bloomberg, com um gringo bem otário dourando a pílula de Haddad e alegando que ele seria “pragmático” e até “reformista”, evitando uma situação de calote da nossa dívida. Como eu disse, sempre haverá gente trouxa pronta para cair na ladainha dos radicais de esquerda com fala mansa…

Rodrigo Constantino

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