Experiência brasileira é apresentada em evento global de direito e tecnologia -


A experiência do Curitiba Legal Hackers foi destaque num fórum internacional realizado em Nova Iorque (EUA) entre os dias 24 a 26 de agosto. O evento aconteceu no distrito do Brooklyn e reuniu 80participantes do mundo todo – a grande maioria advogados, engenheiros e profissionais de tecnologia da informação -, incluindo representantes das melhores universidades norte-americanas, como Stanford e Instituto de
Tecnologia de Massachusetts (MIT).
A única representante brasileira a falar no evento foi a advogada Gisele Ueno, diretora executiva da Hi-LAW Consult, que abordou o crescimento exponencial do mercado legal no Brasil e apresentou os dados da organização
que existe em Curitiba há seis meses.
O evento em Nova Iorque também contou com apresentações do Japão, Ucrânia, Estônia, Estados Unidos e Colômbia.
onhecido como Movimento Global sobre
Direito e Tecnologia, o Legal Hackers reúne pessoas de diferentes formações
acadêmicas e profissionais em várias cidades do mundo para discutir esses
temas e implementar soluções tecnológicas na área jurídica.

*Ação mobilizadora*


Fundadora do capítulo “LH” curitibano, juntamente com outros quatro colegas
(Claudio Navarro, Elenice Novak, Rhodrigo Deda e Rodrigo Marques), Gisele
fez o pedido de credenciamento do Curitiba Legal Hackers após conhecer o
movimento em São Francisco (Califórnia) e, desde lá, o Brasil já conta com
nove capítulos e mais de 1.500 membros. Destes, 405 estão em Curitiba.

“Nesses poucos meses de atividades pudemos organizar 10 eventos com o apoio
de entidades importantes como a Universidade Federal do Paraná (UFPR),
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sebrae e Vale do Pinhão (Agência
Curitiba – vinculada à prefeitura) e mobilizamos muitas pessoas em diversos
setores públicos e privados”, explica.

Segundo ela, no Brasil existem atualmente mais de 1 milhão de profissionais
na área de direito e um número equivalente de estudantes. Dados recentes
também dão conta de aproximadamente 1,5 mil escolas de Direito em atividade
no país. “E foram justamente esses números que chamaram a atenção dos
participantes do evento ao se discutir que, infelizmente, nem todos os
advogados brasileiros estão preparados para lidar com os avanços
tecnológicos, mesmo após 5 anos de experiência universitária”, observa.

Outro ponto abordado por Gisele foi o radar de empresas associadas à
Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L), que consolida o
mercado de soluções voltadas à área do direito e mapeia mais de 100
empresas e startups que oferecem produtos e serviços para a área jurídica.

De acordo com Gisele, “o evento consolida o movimento que vem sendo
construído pelo Curitiba Legal Hackers, e demonstra o quanto é relevante
buscar soluções que contribuam com o sistema legal, tornando-o mais
eficiente, acessível e transparente. Também mostra o quanto é preciso
avançar neste setor em nosso país e o quanto é necessário pensar o
posicionamento dos advogados frente à inovação”, enfatiza.

*Desdobramentos*

Além da representante do Curitiba Legal Hackers que participou do evento
como palestrante convidada, outros quatro brasileiros, representantes dos
capítulos LH São Paulo, Porto Alegre, Campinas e Brasília estiveram no “4th
Legal Hackers International Summit”. Uma das metas do grupo é organizar
para os próximos meses um fórum brasileiro a fim de promover o intercâmbio
de pesquisas e experiências regionais.

Para saber mais sobre o LH Curitiba basta acessar o
https://www.meetup.com/pt-BR/CURITIBA-LEGAL-HACKERS/


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