Solar fotovoltaica: a fonte renovável do século XXI -


Por Rodrigo Sauaia e Ronaldo Koloszuk

Poucos setores no Brasil cresceram de forma tão robusta nos últimos 3 anos,
período em que o País atravessou uma de suas piores crises econômicas, como
o solar fotovoltaico. O setor destacou-se em comparação com a economia
nacional, crescendo a taxas de mais de 100% por ano desde 2013 e a
Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) se orgulha de
desempenhar papel relevante nesta trajetória.

Em 2017, o setor foi responsável pela geração de mais de 25 mil novos
empregos diretos e indiretos, em sua maioria qualificados e descentralizados
ao redor do Brasil, contribuindo para o desenvolvimento social, econômico e
ambiental das cinco regiões de nosso País.


Em janeiro de 2018, o setor ultrapassou a marca histórica de 1 gigawatt (GW)
operacionais no Brasil, posicionando o País dentro do prestigiado clube das
30 principais nações do mundo em energia solar fotovoltaica. Até o final do
ano, o Brasil ultrapassará a marca de 2 GW.

Já são mais de 27 mil sistemas de geração distribuída solar fotovoltaica em
telhados, fachadas e coberturas de residências, comércios, indústrias,
edifícios públicos e propriedades rurais, somando mais de 246 megawatts (MW)
de potência e mais de R$ 1,6 bilhão em investimentos privados injetados na
economia nacional.

O crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é
impulsionado por diferentes fatores, entre eles a redução de mais de 75% no
preço da energia solar fotovoltaica na última década e o aumento nas tarifas
de energia elétrica. Hoje, o investimento em um sistema solar fotovoltaico
retorna em entre 5 e 7 anos, sendo cada vez mais atrativo.

Desde a sua fundação, a ABSOLAR contribui de forma decisiva para este
sucesso da fonte solar fotovoltaica no Brasil. Dentre as inúmeras
iniciativas desenvolvidas, destacam-se:

– Atuação junto ao Ministério da Integração Nacional na criação de novas
linhas de financiamento para pessoas físicas e jurídicas, com recursos
totais de R$ 3,2 bilhões disponíveis aos brasileiros das regiões Norte,
Nordeste e Centro-Oeste para gerar energia renovável e sustentável em suas
próprias residências, empresas e propriedades rurais.

– Articulação para isentar o ICMS sobre a energia injetada na rede e
compensada na geração distribuída, via Convênio ICMS nº 16/2015. A ABSOLAR
já viabilizou a adesão de 23 estados e do Distrito Federal, disponibilizando
o benefício a mais de 181 milhões de brasileiros, ou seja 89,3% da população
do País. Em 2018, a ABSOLAR batalha pela adesão do Amazonas, Paraná e Santa
Catarina a este convênio estratégico.

– Estruturação e lançamento do Programa Goiás Solar, em conjunto com o
Governo do Estado de Goiás, programa estadual de referência que já triplicou
as empresas atuando no Estado e multiplicou os investimentos e empregos do
setor na região.

– Participação na publicação da Portaria nº 643/2017, que autoriza o uso de
energia solar fotovoltaica no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Os
estudos contaram com a coordenação da FIESP e trabalhos técnicos da ABSOLAR,
Furnas e parceiros.

– Proposição ao Ministério das Minas e Energia de um programa nacional solar
fotovoltaico, com propostas como: contratação anual de 2 gigawatts (GW) de
usinas solares fotovoltaicas por meio de leilões de energia elétrica; meta
nacional de 1 milhão de telhados solares fotovoltaicos em residências,
comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural; e uma política
industrial para reduzir preços de equipamentos nacionais aos consumidores.

O setor solar fotovoltaico deve muitas destas conquistas ao trabalho de um
grupo de empreendedores voluntários que, sob a liderança inicial de Nelson
Colaferro Junior, tiveram a iniciativa de fundar a ABSOLAR e conduzi-la
ativa, forte e financeiramente saudável desde seus primeiros dias.

Há muito potencial e espaço para o setor solar fotovoltaico crescer no
Brasil. Projeções recentes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam
que a fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica poderá ultrapassar 10% em
2030 da matriz elétrica nacional, ante 0,6% ao final de 2017.

A ABSOLAR terá um papel decisivo ao longo da evolução que aguarda o setor
solar fotovoltaico nos próximos anos e décadas, período marcado por inúmeras
transformações tecnológicas, econômicas, políticas, sociais e ambientais. O
mundo caminha para um futuro repleto de inovações como veículos elétricos,
armazenamento de energia e, é claro, uma presença cada vez maior da energia
solar fotovoltaica em áreas urbanas e rurais. Para fazer frente a estas
mudanças, daremos início a um novo ciclo de estruturação interna da ABSOLAR,
que permitirá à associação nacional de nosso setor continuar crescendo com
força, contribuindo com competência para a estruturação de novas políticas e
programas para o setor e oferecendo serviços e benefícios valiosos para
nossos associados. Você é nosso convidado especial para participar deste
novo ciclo como associado da ABSOLAR, ajudando-nos a construir esta nova
etapa da história de nosso setor no Brasil.

Dr Rodrigo Sauaia
Presidente executivo da ABSOLAR
Ronaldo Koloszuk
Presidente do Conselho de
Administração da ABSOLAR


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