Células-tronco ajudam no tratamento do câncer infantil

Segundo estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), a frequência do aparecimento do câncer em crianças aumentou 13% nos anos 2000 em relação aos anos 1980. Dentre os fatores que os pesquisadores atribuem este aumento destaca-se uma acurácia no diagnóstico da doença e fatores ambientais.

Diante desses dados, um dos métodos mais estudados para o tratamento da doença tem sido a terapia com células-tronco, que podem ser utilizadas para reparar tecidos tratando enfermidades como o câncer (leucemias, linfomas) e algumas doenças imunológicas. “As células-tronco são usadas para recuperar o sistema hematopoiético (sistema que produz as células sanguíneas) de pacientes submetidos à quimioterapia ou à radioterapia. Nessas situações, a infusão (das células-tronco) é vital, uma vez que esses tratamentos também destroem o tecido que produz sangue (células-tronco normais) do paciente”, explica Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

O especialista ainda ressalta a importância de ter o material armazenado: “congelar as células-tronco é uma forma de prevenção, principalmente para quem possui histórico de doenças graves, sobretudo câncer, na família”, alerta. Além disso, Tatsui comenta que as células-tronco, além de serem compatíveis com o próprio bebê, possuem uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos. “Com as células criopreservadas, há maior rapidez no tratamento, uma vez que o paciente já possui as células saudáveis armazenadas e diminuição dos riscos de rejeição e efeitos colaterais após o transplante”, complementa.

COMO COLETAR E ARMAZENAR – Após a separação do bebê da mãe, por meio de uma punção na veia umbilical, é feito a drenagem do sangue e seu acondicionamento é realizado em uma bolsa contendo anticoagulante. Todo o processo de coleta deve ser concretizado com cuidados de esterilidade. O tempo de transporte entre a coleta e o processamento deve ser no máximo de 48 horas. “O procedimento de coleta é totalmente seguro, pois o sangue é retirado da placenta e cordão umbilical após a separação do bebê da mãe, durante o parto”, esclarece o especialista.

No Brasil, o material pode ser armazenado em Banco Público ou Banco Privado. “No caso de doação, o sangue ficará armazenado em uma unidade do banco público da rede BrasilCord à espera de um paciente compatível portador de uma doença hematológica grave. Nesse caso, a família não poderá reivindicar o sangue de cordão, uma vez que foi doado. No sistema privado, a família paga pelo serviço de coleta e armazenamento do cordão, ficando assim, disponível para o próprio bebê e para potencial uso na própria família”, finaliza.

PARCERIA – Sempre engajada em projetos que estimulam a construção de uma sociedade melhor e proporcionam qualidade de vida, o Grupo Criogênesis é sócio investidor do GRAACC, contribuindo mensalmente com recursos financeiros, além de participar da compra antecipada de tíquetes Big Mac na campanha McDia Feliz.




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