Mais de 70% das mortes materno-infantis na Baixada Santista são evitáveis

A redução da mortalidade materno-infantil é um dos oito Objetivos do Milênio definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e está relacionada à incidência de cesarianas e à assistência prestada às parturientes em todas as fases da gestação até o nascimento e primeiros meses de vida dos bebês. Para debater esse tema, o Coren-SP promoveu “Encontro de enfermagem na área materno-infantil”, nesta quarta-feira (14), em Santos, abordando a situação da Baixada Santista.

De acordo com a Diretoria Regional de Saúde IV, a região registra uma média de 18 óbitos maternos a cada 100 mil parturientes e 15 a cada 100 mil bebês. Entre essas ocorrências, 72% são evitáveis. Além disso, a Baixada Santista está na segunda posição no ranking estadual de sífilis materna e de mortalidade materno-infantil, ficando atrás apenas da região de Bauru. “É inacreditável que uma região com os melhores Índices de Desenvolvimento Humano do país tenha indicadores tão ruins referentes à mortalidade materno-infantil”, disse a presidente do Coren-SP, Fabíola Campos, na abertura do encontro, destacando que essa realidade é resultado da soma de diversos fatores, relacionados à políticas públicas, especificidades regionais, entre outros. Fabíola ainda defendeu a participação e o empoderamento da enfermagem nas políticas públicas referentes à saúde da mulher e à obstetrícia.

Além da apresentação dos indicadores da Baixada Santista, o evento debateu temas como a importância do pré-natal na Atenção Básica e o pré-natal de alto risco; o atendimento em unidade extra-hospitalar, nos centros de parto normal; a mudança do modelo assistencial nos centros obstétricos e o período puerperal e cuidados com o recém-nascido.




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